Costa de Souza

Caricatura | Ilustração


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Mulheres organizam protesto contra Universidade

Central de Notícias Meio Verdadeiras (NMV) – Cabreiras em função da expulsão de uma acadêmica da Unitaliban por ter andado com vestido curto na universidade, um grupo de 2 milhões de alunas de universidades brasileiras resolveu protestar, nesta segunda-feira (9), e comparecer às aulas de minissaia.

De acordo com o diretor da Unitaliban, não foi possível contê-las nem expulsá-las por não haver uma liderança responsável pela movimentação que pudesse ser pega pra cristo.

– Se todas andam assim, como vamos chamar alguma delas de puta? Ou chamaremos todas? O que é a putaria? Pra onde vai o Brasil? Quem matou Odete Roitmann? – perguntava-se o diretor-filósofo.

Mais de cem universidades de todo o país passaram o dia olhando de baixo pra cima, e vislumbrando um belo cenário. Isto porque a procura por vagas em todos os cursos cresceu 2300% em apenas um dia. Especialistas em diversas áreas de todos os continentes se ofereceram pra participar de projetos de pesquisa ou lecionar na educação superior no Brasil.

– Nunca antes na história deste país se viu tanto… tan…. ô, meu Deus! – disse Lula ao visitar a universidade pra apoiar as manifestantes.


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Senado paralisado por gripe suína

Central de Notícias Meio Verdadeiras (NMV) – O senado federal fechou as atividades por tempo indeterminado por co… por co… por conta da gripe suína.

Em homenagem a seu presidente, os senadores vão usar esta máscara até que retomem as atividades. Eles pedem aos leitores do blog que imprimam a sua e usem também.

máscara sarney


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O sucesso do Nosso Inverno

sucesso

Enquanto retomo atividades que deixei pra trás em nome do Nosso Inverno, finalmente parei pra registrar algumas impressões sobre o evento por aqui.
Sucesso de público, o evento multicultural encheu as salas do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau – SC, durante 24 horas seguidas, a partir das 16h30 do dia 1º, sábado. As peças tiveram bom público. A maioria lotou, inclusive o espetáculo Sujos, apresentado às 6h do domingo.
Aliás, naquela mesma hora, ainda tinha cerca de 50 pessoas assistindo aos shows de Terra Brasilis e Salve Salve no Grande Auditório.
O povo viu o sol raiar no Carlos Gomes e seguiu no Salão Centenário. O bom-dia foi ao som brasileiro da banda Malungo e, em seguida, as baladas roqueiras do Schleppen acompanharam quem tomava o café da manhã e juntava forças pra seguir até o fim do dia com a programação do evento.

Casa de Orates

Casa de Orates, um dos pontos altos da noite

Tudo isso organizado pelos próprios artistas, numa virada cultural independente, com apoio de entidades locais apenas pra ceder estruturas de som, luz e equipamentos. A organização ficou por conta de uma comissão da qual fiz parte, e de lideranças que se formaram no decorrer do processo, entre o grande grupo de 200 artistas.
– Acho que deu umas cinco mil pessoas, né? – perguntei ao funcionário do teatro que passou mais tempo conosco.
– Deu mais, com certeza – ele respondeu.
Na madrugada, pico de público, mais de mil pessoas prestigiaram o rock e o blues no Salão Centenário, e ainda assim as outras salas e a praça do teatro continuavam com bom movimento.

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Levei trabalhos para interferir com os espaços. Na entrada, uma caricatura de Selton Mello com uma camisa do evento recepcionava os visitantes. Embaixo das mesas, ilustrações de mulheres ousadas e sensuais.

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Uma dessas damas de papel me pediu pra ser colocada nos mictórios do banheiro masculino.
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Todas as peças eram cópias. Como a entrada era gratuita e havia muito movimento, preferi incentivar o “roubo” – na verdade, uma apropriação – das obras. Funcionou.
As duas moças aí embaixo levaram uma sambista e uma dançarina de salsa que tiraram debaixo das mesas ali pelas 2h. As duas meninas indiscretas que pendurei nos mictórios não estavam mais lá no final da noite. Sinal que alguém gostou.
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Ladras das cópias flagradas no ato da interação: “a gente pegou pra botar em casa”

Fica aqui meu agradecimento a todos que contribuíram, em especial a verdadeiros anjos que suaram a camisa pra ajudar na organização geral: Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Rafaela Kinas, Clara Mendes, Rodrigo Dal Molin, Anderson Engels, Léo Maier, Pochyua Andrade, Rafael Koehler, Denisse Lopes e Giovanni Ramos.

Amanhã escrevo mais sobre as emoções desse evento inédito.