Costa de Souza

Caricatura | Ilustração


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Ana Russi tira de letra o Nosso Inverno

Letra feita pela artista Ana Russi especialmente para a música de encerramento do show da banda Ozuê no Nosso Inverno, dia 2, em Blumenau:

“Eu tenho a piração da Blumenalva
Na minha cabeça calva
Eu tenho a Nau em Blu escorregando no meu sangue
nobre de um vira-lata do teatro local

Enquanto o rock entra num ouvido
Do outro sai uma capivara
Carregando uma alfaia
E um pincel de muitas cores que desenha
A verdade em minha cara

Abram as cortinas que eu vou apresentar os meus amigos
Nossa vida é a arte
Nossa tela é a cidade
E o nosso palco pode ser aqui no chão

Mas isso não é suficiente
Para nós, a arte deve ser total, onipresente
Do outdoor à camiseta, no carro do camarada
Até no papel do pão”

A letra, cantada pela própria Ana, saiu entrecortada por agradecimentos e elogios aos artistas do festival.


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O sucesso do Nosso Inverno – parte 2

A semana vai embora e os ecos de 24 horas de arte ainda deixam mais bonita a vida de quem esteve no Teatro Carlos Gomes nos dias 1 e 2 de agosto, no Festival Nosso Inverno.

A grande contribuição do evento pra arte de Blumenau foi a união dos artistas. Dela surgem novas ideias e projetos, como reforçou a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Noemi Kellermann, na abertura.

Gosto de todas as formas de arte, principalmente da arte poliforme. Assim foi o festival que trouxe obras de literatura e visuais unidas, de literatura e cênicas, vídeo e música, e outras memoráveis parcerias.

A mistura, junto com o apoio do público, foi vital pra que esse grande grupo de artistas siga com propostas cada vez melhores na cidade. Agora o caminho é buscar parcerias com outras instituições e encaixar a arte onde ela merece: no planejamento do município e da vida de cada cidadão. Assim, com certeza, teremos outros grandes eventos, ou outras edições do Nosso Inverno.

O nome e a proposta têm potencial turístico. Blumenau é mais atraente no inverno. A arte aparece, após o sucesso de público e de segurança do Nosso Inverno – nenhuma briga nem depredação de patrimônio – como uma alternativa econômica em benefício dos artistas e do público. A cidade tem a faca e o queijo nas mãos.

Bastidores

Aprendi muito com o evento, principalmente sobre produção cultural. Trabalhei na Comissão Organizadora ao lado de quem entende do assunto dos bastidores. Descobri que um espetáculo vai para além dos palcos e até das coxias. Vai para os corredores, onde me movimentei por 36 horas, com pausa de uma hora e meia pra dormir, entre o sábado e o domingo passado. Um sufoco que, com certeza, valeu a pena. No final, ainda disse a uma amiga: “amanhã tem mais”. Que esse amanhã chegue logo! Mas, por enquanto, ficamos com a lembrança desse tango:

O Festival Nosso Inverno teve também na Comissão Organizadora Clara Mendes, Clóvis Truppel, Monalisa Budel e Rafaela Kinas. Foi muito produtivo e divertido trabalhar com esse conjunto!


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O sucesso do Nosso Inverno

sucesso

Enquanto retomo atividades que deixei pra trás em nome do Nosso Inverno, finalmente parei pra registrar algumas impressões sobre o evento por aqui.
Sucesso de público, o evento multicultural encheu as salas do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau – SC, durante 24 horas seguidas, a partir das 16h30 do dia 1º, sábado. As peças tiveram bom público. A maioria lotou, inclusive o espetáculo Sujos, apresentado às 6h do domingo.
Aliás, naquela mesma hora, ainda tinha cerca de 50 pessoas assistindo aos shows de Terra Brasilis e Salve Salve no Grande Auditório.
O povo viu o sol raiar no Carlos Gomes e seguiu no Salão Centenário. O bom-dia foi ao som brasileiro da banda Malungo e, em seguida, as baladas roqueiras do Schleppen acompanharam quem tomava o café da manhã e juntava forças pra seguir até o fim do dia com a programação do evento.

Casa de Orates

Casa de Orates, um dos pontos altos da noite

Tudo isso organizado pelos próprios artistas, numa virada cultural independente, com apoio de entidades locais apenas pra ceder estruturas de som, luz e equipamentos. A organização ficou por conta de uma comissão da qual fiz parte, e de lideranças que se formaram no decorrer do processo, entre o grande grupo de 200 artistas.
– Acho que deu umas cinco mil pessoas, né? – perguntei ao funcionário do teatro que passou mais tempo conosco.
– Deu mais, com certeza – ele respondeu.
Na madrugada, pico de público, mais de mil pessoas prestigiaram o rock e o blues no Salão Centenário, e ainda assim as outras salas e a praça do teatro continuavam com bom movimento.

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Levei trabalhos para interferir com os espaços. Na entrada, uma caricatura de Selton Mello com uma camisa do evento recepcionava os visitantes. Embaixo das mesas, ilustrações de mulheres ousadas e sensuais.

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Uma dessas damas de papel me pediu pra ser colocada nos mictórios do banheiro masculino.
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Todas as peças eram cópias. Como a entrada era gratuita e havia muito movimento, preferi incentivar o “roubo” – na verdade, uma apropriação – das obras. Funcionou.
As duas moças aí embaixo levaram uma sambista e uma dançarina de salsa que tiraram debaixo das mesas ali pelas 2h. As duas meninas indiscretas que pendurei nos mictórios não estavam mais lá no final da noite. Sinal que alguém gostou.
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Ladras das cópias flagradas no ato da interação: “a gente pegou pra botar em casa”

Fica aqui meu agradecimento a todos que contribuíram, em especial a verdadeiros anjos que suaram a camisa pra ajudar na organização geral: Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Rafaela Kinas, Clara Mendes, Rodrigo Dal Molin, Anderson Engels, Léo Maier, Pochyua Andrade, Rafael Koehler, Denisse Lopes e Giovanni Ramos.

Amanhã escrevo mais sobre as emoções desse evento inédito.


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Pretexto com nova arte de Blumenau

De 15 de julho a 15 de agosto fica aberta, na Casa Sesc de Blumenau, a mostra Pretexto de Artes Visuais. Estarei lá.

divulga Pakua

detalhe de obra

Eu e os seres de todo mundo, mais os novos artistas blumenauenses Bruno Bachmann e Gláucia Maindra, entre outros.

Desafiado pela curadora Letícia Cardoso, preparo uma exposição contemporânea. Interação com o público e inovação no formato são características marcantes dessa proposta, e a Pretexto é só arte contemporânea. Pra mim, um trabalho de pesquisa que está também gerando frutos pra minha produção no Nosso Inverno.

Simbora, então! A Pretexto é um bom momento pra quem tem interesse em conhecer a produção local e entender um pouco mais de artes visuais. Visitem!


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Extra! Extra! Artistas organizam festival!

Tudo sobre o Nosso Inverno, marco na a arte catarinense, agora na versão release para a imprensa.

Abre aspas!

Coletivo de artistas lança Festival Nosso Inverno

Evento terá música, teatro, literatura e artes visuais no Teatro Carlos Gomes

Um grupo de artistas de Blumenau, com apoio da diretoria do Teatro Carlos Gomes, promoverá um evento com diversas modalidades artísticas e acesso gratuito para o público. Dias 1º e 2 de agosto, a primeira edição do Festival Nosso Inverno tem confirmadas atrações de música, teatro e artes visuais, por 24 horas seguidas, a partir das 16h30 de sábado.

O evento é organizado por um coletivo de artistas que tem lutado por mais oportunidades para mostrar seus trabalhos e encontrou no Teatro Carlos Gomes o grande apoiador para o festival. Nesta quarta-feira, 3, a diretoria confirmou que vai colocar todas as salas e uma equipe técnica à disposição da Comissão Organizadora, sem qualquer custo.

Formam a comissão o artista visual Clóvis Truppel, a musicista Clara Mendes, a diretora e atriz de teatro Rafaela Kinas, a estudante Monalisa Budel e o artista visual Daniel Costadessouza. Com eles, outros 48 voluntários participaram de reuniões na Fundação Cultural de Blumenau, em maio, para pensar o projeto.

Todos os artistas engajados na proposta não receberão cachê para participar do evento. A razão para tantos nomes envolvidos é a necessidade de fortalecer, na região, a proposta de arte contemporânea que tem unido os artistas em apresentações coletivas por bares e espaços públicos da cidade há cerca de dois anos. Agora, com o melhor espaço e no melhor período do calendário, o coletivo se propõe a marcar essa fase de intensa produção e grande interação com o público com um evento emblemático.

Atrações confirmadas:

Música

Ozuê

Capivara Cultura Rítmica

Daian Schmitt & Os Comparsas do Rock

Delones Blues

Pochyua e Cambaçu

Revolver

Alegria do Choro (em parceria com apresentação de dança)

Artes Visuais

Aline Assumpção

Beli Lessa

Bruno Bachmann

Charles Steuck

Clóvis Truppel

Daiana Schvartz

Daniel Costadessouza

Fábio Ricardo

Gláucia Maindra

Ivan Schulze

Nestor Jr.

Teatro

Grupo AmaDores de Teatro

Cia Carona

Grupo K

Grupo Fãs de Teatro

Grupo Elementos em Cena

Grupo Vísceras de Teatro

P.A. Cia de Teatro

SinoS Cia de Teatro

Grupo Ganju

Literatura

Lorreine Beatrice Petters

Jairo Martins

Maria de Lourdes S. Heiden

Fátima Venuttii

Ricardo Brandes

Fabiana Lange

Terezinha Manczak

Paulo Roberto Bornhofen

Luiz Cláudio São Thiago de Melo Altenburg

Cassiane Schmidt

Antonio Hugo Aresse Quintana

Félix Rosumek

Marina Melz

Thiago Floriano

Rodrigo Oliveira

Fábio Ricardo

Fecha aspas!

E viva o diploma de Jornalismo!