Costa de Souza

Caricatura | Ilustração


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À chinesa

A nação que descobriu o papel e o nanquim está em foco, e com o material inventado pelos chineses, dou início à série de desenhos sobre as Olimpíadas de Beijinhos (Beijing 2008). Hoje, a personagem é Jade Barbosa. Por enquanto, estou trabalhando em caricaturas, mas pode surgir algo com outro tema durante a série. Até quarta-feira será postado um desenho por dia.

Amanhã o homenageado será o Giba, do vôlei.


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Gil de volta

Gilberto Gil está de volta à ativa. Hoje, ele anunciou que vai se dedicar novamente à carreira artística depois de mais de cinco anos como representante no governo federal. No lugar dele no Ministério da Cultura assume Juca Ferreira, sociólogo de formação.

Não é só o Gil que fica melhor na arte que no Palácio do Planalto. Lugar de artista não é na agência reguladora dos recursos, mas na linha de frente! Deixa o resto pra quem não tem capacidade de contribuir com a sociedade tanto quanto um artista.

Vai uma caricatura feita na hora pro Gil então, pela sábia decisão, e os votos de sucesso no retorno à música!


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Pontaria

Da próxima vez eu não estarei mais forte
Bonito, sem minha grade nos dentes
Não estarei livre do trabalho no dia seguinte
Mas vais notar a maior das diferenças
Na pontaria do meu beijo

Tu foste educada pra esperar
Ganhaste até bolsa, diz tudo
E o passado presente já me encheu o saco

Somos duas vítimas
Tu, da educação machista
Eu, de mim mesmo
Sedento de consolo, da próxima vez
Eu te dou na boca


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As três Irmãs

As três Irmãs, da Traço Cia de Teatro, será apresentada em Blumenau sábado, às 21h, na Fundação Cultural. Ingressos a R$ 10. O Sesc já vende os antecipados.

As três irmãs criadas por Tchekhov e recriadas pelas atrizes da Traço Cia de Teatro, de Florianópolis, oferecem uma peça como velas acesas de um bolo à espera de desejos, e nos dão a ferramenta para darmos o primeiro passo em busca da realização. Na apresentação de sábado, na Fundação Cultural, o público vai participar de uma cena em que, de fato, elas compartilham esse momento de fazer o pedido ao apagar as velinhas. E também de todo o espetáculo, que promove a sensação de se encontrar com os próprios sonhos e sair renovado para buscá-los. Intimista, a adaptação e direção de Marianne Consentino, formada pela USP, propõe uma comunhão de desejos entre as personagens e o público, isolando-os da pressão do cotidiano caótico da nossa sociedade, sempre por perto, mas naquela hora menos contagiante. Limpos depois do espetáculo, sentimos que não somos só integrantes da realidade veloz e furiosa do mundo, mas de uma rede de pessoas que encontram a felicidade no ato de sonhar.


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Direto da redação

Hoje virei personagem da coluna do Fabrício Cardoso no Santa. Nada melhor para um experimental do que ser reconhecido publicamente, ainda mais nas páginas de um jornal, para os arquivos da eternidade, céu da minha religião. Ainda mais quando minha fala é lembrada para causa tão nobre quanto o raciocínio de que as mulheres, quando pedem para que bebamos álcool, querem só o desafio de nos influenciar mais tarde.

“Não sei se meu amigo ainda madruga para, seminu, se contorcer sobre uma toalha estendida no chão. Porém, o cara exibe a paz quase irritante de um praticante de ioga.” leia o texto na íntegra aqui

Eu me contorso seminu, mas sobre um eveá.


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Adormecida

 

A ilha e o frio na barriga seguiam pela minha cabeça viagem adentro quando ela se deitou no meu peito. Protegida de mim pelo banco do ônibus. A noite avisava que ia ficar mais complicado chegar sozinho à cidade desconhecida. Pior: seria mais difícil ver o rosto dela. Melhor esticar o pescoço agora.

Ela dorme.

A ilha e o medo, o segredo nos bicos dos seios, a aventura de olhar a musa enquanto as amigas dela seguiam acordadas. Miro a lanterninha do teto do meu banco em direção aos olhos dela.

Ainda dorme, e eu mais vejo. Volto. Torno a subir e nem sei mais qual Floripa passa agora. Só sei o seio o seio o seio.

Acordam-se. Garopaba já e eu sentado de volta. Levantam-se mais peitos e fios loiros pra se mostrarem tão perdidos quanto eu.

Uma delas fala com o motorista baixinho. Só ouço:

– Ah, mas qualquer coisa vocês não vão ter problema pra arranjar carona!

O carnaval estava só começando, e o dinheiro pro carro nunca mais fará falta.


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Mudou-se

Mudou-se.
Ergueu a tela e, com largos pincéis, jorrou sangue, leite, petróleo, óleo, vinho.
Mandou pelo braço a vontade de largar o vizinho e o emprego.
Pregou-se na parede do apartamento, amiga de 20 anos.
No lugar do espelho, recém-quebrado, estava lá.
Jovem como nunca, na imagem parida agorinha.
Mudou-se pra nunca mais voltar. 

Amanhã estarei de mudança. Um novo lugar pra morar, não uma tela. Burocracias à vista na semana que vem. Talvez não atrase o próximo post.


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Noiva

indecor-maceio501.jpg 

 

Ela deixou rastros

Arrasta-pé, arrasta perna, joelho, teus monumentos alagoanos

Arraste no meu colchão

 

Caia ali. É de graça. Não tem contrato.

Ela disse oi, disse prazer e se ofereceu pra casar comigo.

Mas sentar, não quis

Então devia ser saia mesmo. Mas eu não podia questionar os shorts. Podiam ser shorts, só

Encobertos, soltos, mas as coxas

Nuas.

 

A saia, não vi, mas as duas…

 

Ir à praia no sotaque macio de Maceió

Cio.

 


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meu-lar.jpg 

“Eu represento Antonin Artaud!”
(Antonin Artaud)

O mais louco ator, meu Artaud. Meu Apê da A a Z, o lar Nedirlei, aquele amigo que vai morar comigo em Blumenau em qualquer canto que seja.

Enquanto estou por saber se terei crédito nesse mundo de bolsas, bolsos e alguns humanos ao redor, queimam meu perfil do Orkut (aquele mundo de fotos, Arial, Times New Roman e mais a gente).

Eu ganhei uma caricatura minha. Eu fui meu cliente num riso de O-que-foi-que-aprendi-sobre-mim-até-agora-?. A gente sabe muito pouco perto do que Nietzsche sabe da gente. E ele fez sem olhar foto nem nada.

As pessoas agora não falam comigo. Falam com a caricatura. O Daniel. Que cara chato! Larga do meu pé. Vinte e quatro anos de Daniel. Não enjoa?

Vou mudar meu nome. Vou assinar Karen Elliot. A giz.

“Todos deveriam mudar seu nome para Karen Elliot”
(Karen Elliot, ex-Stewart Home)

“A Katchoo é o meu lar”
(Francine Peters, em “Strangers in Paradise”, HQ de Terry Moore)

—–

Roubaram meu orkut. Esse sou eu de verdade, ou quem sabe apenas mais atual:

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8560786435822727856