Blumenau (SC), a cidade onde moro e trabalho, completa hoje 166 anos. Terra de muitas capivaras. Ilustração rápida pra comemorar.
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Dia das Bruxas ou Dia do Saci?
Caricatura para convite de casamento
Retrato: Pedro e Ellen
Ilustração para cartão de natal
Minha produção gráfica foi reforçada desde novembro pelos pedidos de natal. Depois que as caricaturas solicitadas forem entregues de presente, postarei algumas aqui. Por enquanto o que trago é a minha ilustração para a mensagem de fim de ano da RH Brasil de Joinville. O cartão circulou assim, finalizado pela equipe da empresa:
Chegou o álbum Raul Misturada
Capa, contracapa do encarte, fundo da capa e estampa do CD: chegou ontem da gravadora o álbum do Raul Misturada. Todo o visual é meu.
Em breve nas melhores lojas de Blumenau e região. Por enquanto quem quiser pode comprar comigo: arte@costadessouza.com a R$20,00 (frete à parte para quem estiver fora de Blumenau).
O trabalho do Raul pode ser conferido no Myspace.
Foi um trabalho muito gostoso de fazer por envolver o folclore brasileiro e elementos de umbanda. Também gostei de trabalhar sob a direção de arte do Raul, que ao mesmo tempo sugeriu o enredo e deixou espaço pra minha criação. Arte movida a arte dá uma explosão das boas!
O sucesso do Nosso Inverno
Enquanto retomo atividades que deixei pra trás em nome do Nosso Inverno, finalmente parei pra registrar algumas impressões sobre o evento por aqui.
Sucesso de público, o evento multicultural encheu as salas do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau – SC, durante 24 horas seguidas, a partir das 16h30 do dia 1º, sábado. As peças tiveram bom público. A maioria lotou, inclusive o espetáculo Sujos, apresentado às 6h do domingo.
Aliás, naquela mesma hora, ainda tinha cerca de 50 pessoas assistindo aos shows de Terra Brasilis e Salve Salve no Grande Auditório.
O povo viu o sol raiar no Carlos Gomes e seguiu no Salão Centenário. O bom-dia foi ao som brasileiro da banda Malungo e, em seguida, as baladas roqueiras do Schleppen acompanharam quem tomava o café da manhã e juntava forças pra seguir até o fim do dia com a programação do evento.
Casa de Orates, um dos pontos altos da noite
Tudo isso organizado pelos próprios artistas, numa virada cultural independente, com apoio de entidades locais apenas pra ceder estruturas de som, luz e equipamentos. A organização ficou por conta de uma comissão da qual fiz parte, e de lideranças que se formaram no decorrer do processo, entre o grande grupo de 200 artistas.
– Acho que deu umas cinco mil pessoas, né? – perguntei ao funcionário do teatro que passou mais tempo conosco.
– Deu mais, com certeza – ele respondeu.
Na madrugada, pico de público, mais de mil pessoas prestigiaram o rock e o blues no Salão Centenário, e ainda assim as outras salas e a praça do teatro continuavam com bom movimento.
Levei trabalhos para interferir com os espaços. Na entrada, uma caricatura de Selton Mello com uma camisa do evento recepcionava os visitantes. Embaixo das mesas, ilustrações de mulheres ousadas e sensuais.
Uma dessas damas de papel me pediu pra ser colocada nos mictórios do banheiro masculino.

Todas as peças eram cópias. Como a entrada era gratuita e havia muito movimento, preferi incentivar o “roubo” – na verdade, uma apropriação – das obras. Funcionou.
As duas moças aí embaixo levaram uma sambista e uma dançarina de salsa que tiraram debaixo das mesas ali pelas 2h. As duas meninas indiscretas que pendurei nos mictórios não estavam mais lá no final da noite. Sinal que alguém gostou.

Ladras das cópias flagradas no ato da interação: “a gente pegou pra botar em casa”
Fica aqui meu agradecimento a todos que contribuíram, em especial a verdadeiros anjos que suaram a camisa pra ajudar na organização geral: Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Rafaela Kinas, Clara Mendes, Rodrigo Dal Molin, Anderson Engels, Léo Maier, Pochyua Andrade, Rafael Koehler, Denisse Lopes e Giovanni Ramos.
Amanhã escrevo mais sobre as emoções desse evento inédito.










