Costa de Souza

Caricatura | Ilustração


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Cartaz da Noite Multicultural

cartaz 18 setembro

Não confundir com a exposição de hoje, das minhas caricaturas no Butiquin com show de Terra Brasilis. Dia 18 nada de caricaturas! Será na base da tinta acrílica e da cultura popular. Sim, vai ter dois desenhos que já foram mostrados aqui, como o que compõe o cartaz, mas também muitas obras novas.  Te espero!

Raul Misturada vai tocar as músicas que estão no Myspace dele e outras novidades do álbum que lança em outubro.


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Ana Russi tira de letra o Nosso Inverno

Letra feita pela artista Ana Russi especialmente para a música de encerramento do show da banda Ozuê no Nosso Inverno, dia 2, em Blumenau:

“Eu tenho a piração da Blumenalva
Na minha cabeça calva
Eu tenho a Nau em Blu escorregando no meu sangue
nobre de um vira-lata do teatro local

Enquanto o rock entra num ouvido
Do outro sai uma capivara
Carregando uma alfaia
E um pincel de muitas cores que desenha
A verdade em minha cara

Abram as cortinas que eu vou apresentar os meus amigos
Nossa vida é a arte
Nossa tela é a cidade
E o nosso palco pode ser aqui no chão

Mas isso não é suficiente
Para nós, a arte deve ser total, onipresente
Do outdoor à camiseta, no carro do camarada
Até no papel do pão”

A letra, cantada pela própria Ana, saiu entrecortada por agradecimentos e elogios aos artistas do festival.


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O sucesso do Nosso Inverno – parte 2

A semana vai embora e os ecos de 24 horas de arte ainda deixam mais bonita a vida de quem esteve no Teatro Carlos Gomes nos dias 1 e 2 de agosto, no Festival Nosso Inverno.

A grande contribuição do evento pra arte de Blumenau foi a união dos artistas. Dela surgem novas ideias e projetos, como reforçou a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Noemi Kellermann, na abertura.

Gosto de todas as formas de arte, principalmente da arte poliforme. Assim foi o festival que trouxe obras de literatura e visuais unidas, de literatura e cênicas, vídeo e música, e outras memoráveis parcerias.

A mistura, junto com o apoio do público, foi vital pra que esse grande grupo de artistas siga com propostas cada vez melhores na cidade. Agora o caminho é buscar parcerias com outras instituições e encaixar a arte onde ela merece: no planejamento do município e da vida de cada cidadão. Assim, com certeza, teremos outros grandes eventos, ou outras edições do Nosso Inverno.

O nome e a proposta têm potencial turístico. Blumenau é mais atraente no inverno. A arte aparece, após o sucesso de público e de segurança do Nosso Inverno – nenhuma briga nem depredação de patrimônio – como uma alternativa econômica em benefício dos artistas e do público. A cidade tem a faca e o queijo nas mãos.

Bastidores

Aprendi muito com o evento, principalmente sobre produção cultural. Trabalhei na Comissão Organizadora ao lado de quem entende do assunto dos bastidores. Descobri que um espetáculo vai para além dos palcos e até das coxias. Vai para os corredores, onde me movimentei por 36 horas, com pausa de uma hora e meia pra dormir, entre o sábado e o domingo passado. Um sufoco que, com certeza, valeu a pena. No final, ainda disse a uma amiga: “amanhã tem mais”. Que esse amanhã chegue logo! Mas, por enquanto, ficamos com a lembrança desse tango:

O Festival Nosso Inverno teve também na Comissão Organizadora Clara Mendes, Clóvis Truppel, Monalisa Budel e Rafaela Kinas. Foi muito produtivo e divertido trabalhar com esse conjunto!


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O sucesso do Nosso Inverno

sucesso

Enquanto retomo atividades que deixei pra trás em nome do Nosso Inverno, finalmente parei pra registrar algumas impressões sobre o evento por aqui.
Sucesso de público, o evento multicultural encheu as salas do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau – SC, durante 24 horas seguidas, a partir das 16h30 do dia 1º, sábado. As peças tiveram bom público. A maioria lotou, inclusive o espetáculo Sujos, apresentado às 6h do domingo.
Aliás, naquela mesma hora, ainda tinha cerca de 50 pessoas assistindo aos shows de Terra Brasilis e Salve Salve no Grande Auditório.
O povo viu o sol raiar no Carlos Gomes e seguiu no Salão Centenário. O bom-dia foi ao som brasileiro da banda Malungo e, em seguida, as baladas roqueiras do Schleppen acompanharam quem tomava o café da manhã e juntava forças pra seguir até o fim do dia com a programação do evento.

Casa de Orates

Casa de Orates, um dos pontos altos da noite

Tudo isso organizado pelos próprios artistas, numa virada cultural independente, com apoio de entidades locais apenas pra ceder estruturas de som, luz e equipamentos. A organização ficou por conta de uma comissão da qual fiz parte, e de lideranças que se formaram no decorrer do processo, entre o grande grupo de 200 artistas.
– Acho que deu umas cinco mil pessoas, né? – perguntei ao funcionário do teatro que passou mais tempo conosco.
– Deu mais, com certeza – ele respondeu.
Na madrugada, pico de público, mais de mil pessoas prestigiaram o rock e o blues no Salão Centenário, e ainda assim as outras salas e a praça do teatro continuavam com bom movimento.

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Levei trabalhos para interferir com os espaços. Na entrada, uma caricatura de Selton Mello com uma camisa do evento recepcionava os visitantes. Embaixo das mesas, ilustrações de mulheres ousadas e sensuais.

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Uma dessas damas de papel me pediu pra ser colocada nos mictórios do banheiro masculino.
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Todas as peças eram cópias. Como a entrada era gratuita e havia muito movimento, preferi incentivar o “roubo” – na verdade, uma apropriação – das obras. Funcionou.
As duas moças aí embaixo levaram uma sambista e uma dançarina de salsa que tiraram debaixo das mesas ali pelas 2h. As duas meninas indiscretas que pendurei nos mictórios não estavam mais lá no final da noite. Sinal que alguém gostou.
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Ladras das cópias flagradas no ato da interação: “a gente pegou pra botar em casa”

Fica aqui meu agradecimento a todos que contribuíram, em especial a verdadeiros anjos que suaram a camisa pra ajudar na organização geral: Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Rafaela Kinas, Clara Mendes, Rodrigo Dal Molin, Anderson Engels, Léo Maier, Pochyua Andrade, Rafael Koehler, Denisse Lopes e Giovanni Ramos.

Amanhã escrevo mais sobre as emoções desse evento inédito.


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Programação do Nosso Inverno

E eis que surge a programação do evento mais artístico, simpático e bonito dos confins do Válido Itajaí neste século, o Nosso Inverno. Aparece. Eu já disse hoje que é de graça? Pois é. Te mexe!

SÁBADO a DOMINGO – 01 e 02 de Agosto

16h30 – Abertura – Praça

17h – Show com Pochyua e Cambaçu – Grande Auditório
– Abertas as exposições de Artes Visuais – Salão Centenário e corredores e de Literatura – Salão de Festas
– Exibição de vídeos – Salão de Festas

18h30 – Peça “Fãs”, do grupo Fãs – Pequeno Auditório
– Show com Travesseiro Polar – Salão Centenário

19h30 – Intervenções literárias: “Microcontos”, de Terezinha Manczak e Paulo; poema de Ricardo Brandes e Danielle da Gama; “Retrato da Nudez Eólica”, de Cláudia Iara Vetter – Salão de Festas

20h – Show com Casa de Orates; abertura com Charles Vendrami – Grande Auditório
– Apresentação do grupo Pró-Dança do Teatro Carlos Gomes – Salão de Festas

21h30 – Intervenção literária de Maria de Fátima e Jairo Martins – Salão Centenário

22h – Show com Alegria do Choro e apresentação da Cuerpo Libre Cia de Dança – Salão Centenário
– Peça “Zé do Mato e os Índios Botocudos”, do Grupo K – Sala B

23h30 – Show musical e visual “Transplanos”, do Opióptico – Praça
– Intervenção literária “Colchão Erótico para uma cidade sem tesão”, de Rosane Magaly Martins e Fátima Venutti – Salão de Festas

0h – Peça “Volúpia”, da Cia Carona – Pequeno Auditório

0h30 – Intervenção literária “Lama Seca”, de Fátima Venutti – corredores

1h – Show com Revolver – Salão Centenário

Peça “O monstro de Nutestein”, do grupo AmaDores – Praça

1h15min – Abertura do “Botequim Literário” – Salão de Festas

2h – Show com Delones Blues – Salão Centenário
– Peça “Amálgama”, do grupo P.A. – Sala B

3h30 – Show com Daian Schmitt e Os Comparsas do Rock – Salão Centenário
– Peça “Navalha na Carne”, do grupo “Víscera” – Pequeno Auditório

5h – Show com Salve Salve; abertura com Terra Brasilis – Grande Auditório
– Peça ParalELAS, do grupo SinoS – Sala B

6h – Peça “Sujos”, do Grupo K – Pequeno Auditório

– Show com Chuck Violence – Salão Centenário
– Intervenção literária “Colchão Erótico para uma cidade sem tesão”, de Rosane Magaly Martins e Fátima Venutti – corredores

7h – Oficina de palhaço e malabares – Salão de Festas

8h – Show com Malungo – Salão Centenário

8h30 – Peça “B-612”, do grupo Ganju – Sala B

9h – Apresentação de palhaço com James Beck – Praça

10h – Peça “Andar sem parar de transformar”, do grupo Elementos em Cena – Pequeno Auditório
– Show com Schleppen – Salão Centenário

11h30 – Intervenção literária “Encontro Marcado” e “A paz de nossos dias”, com Fabiana e Cassiane
– Peça “A leste do sol e a oeste da lua”, do grupo Elementos em Cena – Praça

12h – Show com Confraria do Samba – Salão Centenário

13h30 – Show com Torta Flamejante – Salão Centenário
– Intervenção literária “Lama Seca”, de Fátima Venutti – Praça

14h – Mesa-redonda “Literatura e internet”, com equipe do Duelo de Escritores – Salão de Festas

14h30 – Peça “Preciosas Ridículas”, do grupo AmaDores de Teatro – Praça

15h– Show com Ozuê; abertura com Max Bularque – Grande Auditório
– Peça “A Serpente”, do grupo de teatro da Furb – Pequeno Auditório

15h30min – Apresentação do grupo Pró-Dança do Teatro Carlos Gomes – Salão de Festas

16h – Mesa-redonda sobre teatro – Salão de Festas

16h30min – Show com Tribus da Lua – Salão Centenário



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Yes, weekend!

Estão todos convocados, prestigiados, agraciados. Dias 1º e 2 de agosto, sábado e domingo, no Teatro Carlos Gomes, o maior evento artístico dos últimos e dos primeiros tempos. Teatro, dança, música, artes visuais, literatura, debates, e o retrato mais expressivo da atual produção artística do Válido Itajaí.

Confirmando o que nos prometeu em abril, a diretoria do Teatro Carlos Gomes mostrou-se inteiramente parceira do evento e cedeu o espaço para o grupo que começou a se formar ontem.

Das 22h às 23h30, no Pequeno Auditório da Fundação Cultural de Blumenau, 30 artistas e entusiastas se uniram para começar a pensar o projeto. Divididos em comissões, os membros do grupo estão agora encarregados de fazer eclodir a mensagem de união pela arte e levantar as necessidades de cada modalidade artística para nos apresentarmos com organização e brilhantismo.

Um blog foi criado com missão de decidir o nome para o evento. O fotógrafo Charles Steuck, ao criá-lo, aproveitou para dar uma boa sugestão batizando o site de “Nosso Inverno”. Pode ser o nome, hein? Ontem também se falou em “Virada Cultural”, a exemplo de um evento de São Paulo – o que suscitou dúvidas por ser pouco “nosso” – e também Blumenauarte, o que provocou reações contrárias – alguns o consideram bairrista.

De qualquer forma, você também está convidado a dar sua parcela de contribuição. Pode ser agora, com o nome, pode ser quando quiser, desde que com boa vontade e amor à arte. E se quiser se inscrever para apresentações, lembre-se: dinheiro na mão não tem, mas vai poder fazer arte naquele inverno gostoso do Carlos Gomes com todos os seres amantes de sempre e mais um pouco.

Barreiras

Acabou a linha pra quem dizia que o Teatro Carlos Gomes nunca nos abriria as portas, ou que é inimigo da arte. Agora restam duas frases asquerosas para ouvirmos até agosto:

– Não há arte de qualidade na região
– Não há público pra arte

Cabum pra essas barreiras! Vamos mostrar a cara! Não pra calar alguém, mas pra que quem anda dizendo isso por aí faça ainda mais barulho, só que falando o contrário.

Artivistas

Teve gente que chegou às 18h30 e participou de toda discussão sobre o Fundo Municipal de Cultura na Fundação. Teve quem chegou às 21h e ficou esperando até as 22h, quando a primeira reunião acabou e a sala foi liberada para nossa conversa. A partir dali, estive até as 23h30 na companhia de 29 cabeças sérias e criativas que planejaram os próximos passos da organização do evento. Muito obrigado a todos. Aplaudamo-los:

Rafael Koehler, Danielle Cristina Grossl, Wald Oliveira, Rafaela Catarina Kinas, Cheila de Oliveira, Jean Richard Reinhold, Clóvis Truppel, Bruno Eduardo Bachmann, Bruna Broering Sari, Marcelo da Luz, Aroldo de Souza Silva, Rodrigo Oliveira, Pablo Lugones, Fátima Venutti, Monalisa Budel, Paulo Sá, Adriana Dellagiustina, Rodrigo Dal Molin, Roberto Murphy, Paulo Eduardo Castellain, Camila Bilek, Marco Antonio de Oliveira, Silvio José da Luz, Bigo (Jonathan Roberto Soflate), Aline Assumpção,
Daiana Schvartz, Charles Steuck, Daidrê Tomas Amorim, Márcio Cubiak.