
Nada a favor (nem contra) o Flamengo. Não me comprometam!
Caricatura a lápis.

Nada a favor (nem contra) o Flamengo. Não me comprometam!
Caricatura a lápis.
A atriz francesa Audrey Tautou no rascunho. Logo logo a trabalho no computador. Não esta semana. Passei pela foto dela ontem e não resisti em caricaturá-la.
Verbo estranho, né? Tem gente que diz que é “caricaturizar” o correto, mas o Pai Aurélio disse pra eu escrever assim. Respeito. Respeito-o até na palavra “esquete”. Já disse aqui que não gosto de resumir meu trabalho ao espirro “sketch”. Tentativas de agringalhar (tchau, Aurélio) meu vocabulário técnico-ilustrístico (até nunca mais) são aceitas nos comentários.
Trabalho selecionado para o 1º BH Humor.

Trabalho em acrílico e aquarela sobre papel, 30 x 42 cm. Ao som de rock e samba e, ao mesmo tempo, vídeos da posse da Marina. Tudo junto e barulhento.
Há poucos vídeos de referência sobre caricaturas na internet. Dos nacionais, todos os que eu tinha visto no YouTube abordavam o assunto superficialmente, restritos às cenas do riso e não a todo o trabalho que o antecede. O primeiro vídeo da era “Além-Riso” foi postado em julho e documenta o trabalho do maior caricaturista brasileiro, Baptistão. A produtora é a Cavalo Marinho. Indico pra quem quiser conhecer melhor a profissão de caricaturista.
O mais famoso dentre meus caricaturados na era digital. Como os leitores do blog já sabem, desde março desenvolvo a técnica de caricatura digital com trabalhos por encomenda. Essa caricatura foi pra divulgar esse trabalho e foi exposta no Nosso Inverno, no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau. A foto da exposição está no post abaixo, em que conto como foi o evento.
Enquanto retomo atividades que deixei pra trás em nome do Nosso Inverno, finalmente parei pra registrar algumas impressões sobre o evento por aqui.
Sucesso de público, o evento multicultural encheu as salas do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau – SC, durante 24 horas seguidas, a partir das 16h30 do dia 1º, sábado. As peças tiveram bom público. A maioria lotou, inclusive o espetáculo Sujos, apresentado às 6h do domingo.
Aliás, naquela mesma hora, ainda tinha cerca de 50 pessoas assistindo aos shows de Terra Brasilis e Salve Salve no Grande Auditório.
O povo viu o sol raiar no Carlos Gomes e seguiu no Salão Centenário. O bom-dia foi ao som brasileiro da banda Malungo e, em seguida, as baladas roqueiras do Schleppen acompanharam quem tomava o café da manhã e juntava forças pra seguir até o fim do dia com a programação do evento.
Casa de Orates, um dos pontos altos da noite
Tudo isso organizado pelos próprios artistas, numa virada cultural independente, com apoio de entidades locais apenas pra ceder estruturas de som, luz e equipamentos. A organização ficou por conta de uma comissão da qual fiz parte, e de lideranças que se formaram no decorrer do processo, entre o grande grupo de 200 artistas.
– Acho que deu umas cinco mil pessoas, né? – perguntei ao funcionário do teatro que passou mais tempo conosco.
– Deu mais, com certeza – ele respondeu.
Na madrugada, pico de público, mais de mil pessoas prestigiaram o rock e o blues no Salão Centenário, e ainda assim as outras salas e a praça do teatro continuavam com bom movimento.
Levei trabalhos para interferir com os espaços. Na entrada, uma caricatura de Selton Mello com uma camisa do evento recepcionava os visitantes. Embaixo das mesas, ilustrações de mulheres ousadas e sensuais.
Uma dessas damas de papel me pediu pra ser colocada nos mictórios do banheiro masculino.

Todas as peças eram cópias. Como a entrada era gratuita e havia muito movimento, preferi incentivar o “roubo” – na verdade, uma apropriação – das obras. Funcionou.
As duas moças aí embaixo levaram uma sambista e uma dançarina de salsa que tiraram debaixo das mesas ali pelas 2h. As duas meninas indiscretas que pendurei nos mictórios não estavam mais lá no final da noite. Sinal que alguém gostou.

Ladras das cópias flagradas no ato da interação: “a gente pegou pra botar em casa”
Fica aqui meu agradecimento a todos que contribuíram, em especial a verdadeiros anjos que suaram a camisa pra ajudar na organização geral: Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Rafaela Kinas, Clara Mendes, Rodrigo Dal Molin, Anderson Engels, Léo Maier, Pochyua Andrade, Rafael Koehler, Denisse Lopes e Giovanni Ramos.
Amanhã escrevo mais sobre as emoções desse evento inédito.
Foto tirada na abertura da Mostra Pretexto, quarta-feira. Um bom pretexto pra comentar o trabalho que levei pra lá, a obra “Seres de todo mundo”. Um menino loiro e de olhos azuis, como em grande parte das caricaturas que faço por encomenda, brinca com uma menina de pele parda e olhos puxados. Ele pode vesti-la, pode se sentir no lugar dela, pode mexer nela e pode contemplá-la. A proposta é possibilitar um momento lúdico ao mesmo tempo em que se questiona o uso das “máscaras” (como metáfora) no convívio social e também a distinção de etnias na cultura local, já que os rostos expostos são pessoas de diversas partes do planeta.
Crianças e adultos se divertiram e tiraram fotos durante a abertura daexposição na sala em que foi colocada minha obra. Foi bem na entrada da casa, que tem arquitetura antiga e fica na Rua Getúlio Vargas, nos fundos do Sesc do centro de Blumenau. A mostra segue até 15 de agosto pra visitação em horário comercial.
Na seção “Seres de todo mundo” do blog você pode aparecer (ou se esconder) enviando fotos suas tiradas na exposição. Mande para arte@costadessouza.com.
Na Mostra Pretexto você também vai se surpreender com os trabalhos dos outros artistas participantes. E, porque uma amiga perguntou e achei curioso, os artistas não ficam lá, só as obras.
abraços!
Domingo, às 18h, Nestor Jr. pinta uma Kombi ao vivo, Vanessa Neuber expõe suas arT-shirts, La Belle Excuse e Gaia tocam e eu exponho minhas caricaturas digitais.
Eu sei, não está no cartaz, mas vou participar a convite da Teka. Encontro marcado no Rancho do Pastel, na rua Floriano Peixoto, antigo É o Bicho.
Nosso Inverno
O nome pegou. Outras sugestões foram interessantes, mas gosto cada vez mais de Nosso Inverno. Principalmente porque deixa bem claro que a arte é fundamental pra todo mundo. Tanto que não precisamos dizer que o evento é artístico ou que é cultural pra saber que é nosso. Se é nosso (meu, seu, de todo mundo), é humano e é artístico.
Os grupos de trabalho levantaram muitas ideias e a comissão organizadora bola o projeto pra apresentar pro Teatro Carlos Gomes. Semana que vem tem reunião do grande grupo (todos os voluntários). O que se percebe é que todo mundo está levando a sério e não vão faltar atrações de qualidade pra preencher o cronograma. Você lembra, será dias 1º e 2 de agosto. Logo eu conto mais por aqui.
Já foi?
Última semana pra conferir os trabalhos atuais de Guido Heuer expostos no saguão da Biblioteca da Furb. Uma estética limpa que reforça a capacidade do artista de produzir obras que caem muito bem em qualquer ambiente a qualquer momento. Fácil de conviver, gostoso de olhar. E vale ainda por dois motivos: o instigante uso de materiais como o aço e o ferro e a bela curadoria de Nadja Lamas (preste atenção em como está organizado o espaço da exposição).

Aí está uma caricatura desse moço de mais de 70 anos, Clodovil Hernandes, no momento de desgraça, aquela hora em que os jornalistas ficam loucos pra que os médicos digam alguma coisa e quem nunca ouviu falar na figura descobre que ele foi muito importante para o povo brasileiro.
Em estado de saúde lamentável, vendo Papai do Céu de perto, Clodovil torce pra que o organismo, os aparelhos e os médicos se entendam e ele possa voltar a fazer o que mais gosta (seja lá o que for). A cobertura completa sobre a doença do nosso caricaturado você não precisa procurar. Daqui a pouco ela vai ser jogada no seu ouvido (ou nos olhos) por aí.
Como ficaram prontas antes do prazo e a ansiedade ruge, aí seguem os ganhadores da primeira promoção de caricaturas do Texto Decorado. A ordem de envio vocês podem acompanhar de baixo pra cima, desde a Marina, que foi a primeira, poucos minutos depois do anúncio no blog.
Todos os desenhos foram feitos em formato A3, papel 150g (o sulfite, por exemplo, pesa 100g por metro quadrado) e lápis de cor aquarelável sem aquarelar.
Fique ligado para entrar na próxima promoção! O número de contemplados vai ser menor. Seja rápido pra garantir a sua!
Ana Pizzol
Fábio Ricardo
Larissa Tietjen
Fillipi Pamplona
Marina Melz
O cara que ganhou mais medalhas no Cubo D’Água, Michael Phelps, encerra a série Beijinhos 2008 do blog. Caricaturas-posfácio e textos-posdifícil sobre as olimpíadas podem aparecer ainda, calma. Se tiver alguma sugestão, faça como unidades de pessoas de todo o planeta: comente no Texto Decorado!
Essa série só foi possível com o apoio da equipe da Noc Noc Pautas Haus, casa onde moro em Blumenau. Minha gratidão a:
Thiago Floriano – Informações olímpicas e análises geométricas
Oliveira Júnior – Informações olímpicas e cálculo de nível de risadas
Escusem-me, vou aproveitar a popularidade do Phelps pra conseguir também alguns acessos internacionais:
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