Fotos da exposição de caricaturas minhas no Butiquin Wollstein, sábado, com show de Terra Brasilis. Na terceira foto, Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Paola Zircke e Felipe Lobe. Na primeira foto da fila de baixo o guitarrista Jackson e na foto ao lado Raul Misturada no vocal, com a caricatura que fiz dele ao fundo. Foi minha primeira exposição no Butiquin, antro dos artistas de Blumenau e região. Quem gosta de boa música e gente inteligente tem que conhecer! Muito bom trocar ideias com todos que estiveram lá! Até a próxima!
Autor do arquivo: Costa de Souza
Cartaz da Noite Multicultural

Não confundir com a exposição de hoje, das minhas caricaturas no Butiquin com show de Terra Brasilis. Dia 18 nada de caricaturas! Será na base da tinta acrílica e da cultura popular. Sim, vai ter dois desenhos que já foram mostrados aqui, como o que compõe o cartaz, mas também muitas obras novas. Te espero!
Raul Misturada vai tocar as músicas que estão no Myspace dele e outras novidades do álbum que lança em outubro.
Aprenda com o mestre Baptistão
Há poucos vídeos de referência sobre caricaturas na internet. Dos nacionais, todos os que eu tinha visto no YouTube abordavam o assunto superficialmente, restritos às cenas do riso e não a todo o trabalho que o antecede. O primeiro vídeo da era “Além-Riso” foi postado em julho e documenta o trabalho do maior caricaturista brasileiro, Baptistão. A produtora é a Cavalo Marinho. Indico pra quem quiser conhecer melhor a profissão de caricaturista.
Brasilidade de fim de semana
Pra alegrar ainda mais o fim de semana de sol, calor e suave brisa no Sul. Apresentação da banda Ozuê no Festival Nosso Inverno, dia 2 de agosto, em Blumenau.
Show inédito com Raul Misturada
18 de setembro, uma sexta-feira, no Bar KGB, em Blumenau. Vai ser a primeira apresentação das músicas novas de Raul Misturada e das ilustrações que fiz pra ele nessa parceria que começou em fevereiro e vai resultar no álbum dele, “Artista Brasileiro”.
A direção de arte foi do próprio Raul, que indicou elementos do folclore pernambucano pra eu trabalhar nas ilustrações, o que me cativou desde o início, pois sou um grande curioso pela cultura de lá.
Dentro do álbum, pra facilitar a visualização das letras, o estilo foi o desenho de contornos, com nanquim. Depois encaixei imagens e textos no Corel Draw, escolhendo os tipos de letras mais adequados.
Os trabalhos utilizados e alguns extras vão integrar a exposição, que ficará à mostra apenas durante o show. Assim que tiver mais informações posto aqui.
Filme “semivida.” no Diarinho
Esse fim de semana estive com a divertida e competente equipe da TAC Produções, de Itajaí, gravando o curta “semivida.”, com roteiro e direção de Diego Lara.
Um orgulho trabalhar com eles, que sempre mostraram um trabalho admirável. Foi um fim de semana em que trabalhei das 8h às 18h nos dois dias (sábado até um pouco mais tarde) e mesmo assim, na segunda-feira, estava com o mesmo jeito de quem passou um fim de semana na maior farra. Viva o gosto da novidade!
Pra iniciar a divulgação do material, sai na frente o Diarinho, grande jornal da região Norte de Santa Catarina. Texto da edição de hoje:
Gravação de filme peixeiro agitou as ruas de Navega
Quem tava passeando pela Meia-Praia, em Navega, no último final de semana, achou que tava emroliúdi. Era a galera da produtora peixeira TAC, que aproveitou o solzão pra gravar o curta-metragem “semivida.”, que será lançado em setembro. A ideia partiu de Diego Lara, que misturou um drama com fantasia num roteiro mucho loco.
A história rola dentro da cabeça de um dos personagens e conta o fim de um namoro imaginário. Os atores são Daniel Costadessouza e Bruna Machado, crias do teatro de Itajaí. Além da dupla, a equipe contou com uma trupe de amigos pra fazer figuração em cenas dentro dum busão antigo, cheio de personagens de desenho animado. Mó viagem!
As gravações terminam amanhã, quando começa a edição do filme, que terá cerca de 15 minutos. O lançamento promete muita sonzêra e vinho de garrafão. “Depois da festa, vamos lançar o filme onde for possível, com exibições públicas em várias cidades do estado. Nossa ideia é circular em festivais de cinema nacionais e internacionais”, garante o diretor.
Senado paralisado por gripe suína
Central de Notícias Meio Verdadeiras (NMV) – O senado federal fechou as atividades por tempo indeterminado por co… por co… por conta da gripe suína.
Em homenagem a seu presidente, os senadores vão usar esta máscara até que retomem as atividades. Eles pedem aos leitores do blog que imprimam a sua e usem também.
Ana Russi tira de letra o Nosso Inverno
Letra feita pela artista Ana Russi especialmente para a música de encerramento do show da banda Ozuê no Nosso Inverno, dia 2, em Blumenau:
“Eu tenho a piração da Blumenalva
Na minha cabeça calva
Eu tenho a Nau em Blu escorregando no meu sangue
nobre de um vira-lata do teatro local
Enquanto o rock entra num ouvido
Do outro sai uma capivara
Carregando uma alfaia
E um pincel de muitas cores que desenha
A verdade em minha cara
Abram as cortinas que eu vou apresentar os meus amigos
Nossa vida é a arte
Nossa tela é a cidade
E o nosso palco pode ser aqui no chão
Mas isso não é suficiente
Para nós, a arte deve ser total, onipresente
Do outdoor à camiseta, no carro do camarada
Até no papel do pão”
A letra, cantada pela própria Ana, saiu entrecortada por agradecimentos e elogios aos artistas do festival.
O sucesso do Nosso Inverno – parte 2
A semana vai embora e os ecos de 24 horas de arte ainda deixam mais bonita a vida de quem esteve no Teatro Carlos Gomes nos dias 1 e 2 de agosto, no Festival Nosso Inverno.
A grande contribuição do evento pra arte de Blumenau foi a união dos artistas. Dela surgem novas ideias e projetos, como reforçou a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Noemi Kellermann, na abertura.
Gosto de todas as formas de arte, principalmente da arte poliforme. Assim foi o festival que trouxe obras de literatura e visuais unidas, de literatura e cênicas, vídeo e música, e outras memoráveis parcerias.
A mistura, junto com o apoio do público, foi vital pra que esse grande grupo de artistas siga com propostas cada vez melhores na cidade. Agora o caminho é buscar parcerias com outras instituições e encaixar a arte onde ela merece: no planejamento do município e da vida de cada cidadão. Assim, com certeza, teremos outros grandes eventos, ou outras edições do Nosso Inverno.
O nome e a proposta têm potencial turístico. Blumenau é mais atraente no inverno. A arte aparece, após o sucesso de público e de segurança do Nosso Inverno – nenhuma briga nem depredação de patrimônio – como uma alternativa econômica em benefício dos artistas e do público. A cidade tem a faca e o queijo nas mãos.
Bastidores
Aprendi muito com o evento, principalmente sobre produção cultural. Trabalhei na Comissão Organizadora ao lado de quem entende do assunto dos bastidores. Descobri que um espetáculo vai para além dos palcos e até das coxias. Vai para os corredores, onde me movimentei por 36 horas, com pausa de uma hora e meia pra dormir, entre o sábado e o domingo passado. Um sufoco que, com certeza, valeu a pena. No final, ainda disse a uma amiga: “amanhã tem mais”. Que esse amanhã chegue logo! Mas, por enquanto, ficamos com a lembrança desse tango:
O Festival Nosso Inverno teve também na Comissão Organizadora Clara Mendes, Clóvis Truppel, Monalisa Budel e Rafaela Kinas. Foi muito produtivo e divertido trabalhar com esse conjunto!
Selton Mello
O mais famoso dentre meus caricaturados na era digital. Como os leitores do blog já sabem, desde março desenvolvo a técnica de caricatura digital com trabalhos por encomenda. Essa caricatura foi pra divulgar esse trabalho e foi exposta no Nosso Inverno, no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau. A foto da exposição está no post abaixo, em que conto como foi o evento.
O sucesso do Nosso Inverno
Enquanto retomo atividades que deixei pra trás em nome do Nosso Inverno, finalmente parei pra registrar algumas impressões sobre o evento por aqui.
Sucesso de público, o evento multicultural encheu as salas do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau – SC, durante 24 horas seguidas, a partir das 16h30 do dia 1º, sábado. As peças tiveram bom público. A maioria lotou, inclusive o espetáculo Sujos, apresentado às 6h do domingo.
Aliás, naquela mesma hora, ainda tinha cerca de 50 pessoas assistindo aos shows de Terra Brasilis e Salve Salve no Grande Auditório.
O povo viu o sol raiar no Carlos Gomes e seguiu no Salão Centenário. O bom-dia foi ao som brasileiro da banda Malungo e, em seguida, as baladas roqueiras do Schleppen acompanharam quem tomava o café da manhã e juntava forças pra seguir até o fim do dia com a programação do evento.
Casa de Orates, um dos pontos altos da noite
Tudo isso organizado pelos próprios artistas, numa virada cultural independente, com apoio de entidades locais apenas pra ceder estruturas de som, luz e equipamentos. A organização ficou por conta de uma comissão da qual fiz parte, e de lideranças que se formaram no decorrer do processo, entre o grande grupo de 200 artistas.
– Acho que deu umas cinco mil pessoas, né? – perguntei ao funcionário do teatro que passou mais tempo conosco.
– Deu mais, com certeza – ele respondeu.
Na madrugada, pico de público, mais de mil pessoas prestigiaram o rock e o blues no Salão Centenário, e ainda assim as outras salas e a praça do teatro continuavam com bom movimento.
Levei trabalhos para interferir com os espaços. Na entrada, uma caricatura de Selton Mello com uma camisa do evento recepcionava os visitantes. Embaixo das mesas, ilustrações de mulheres ousadas e sensuais.
Uma dessas damas de papel me pediu pra ser colocada nos mictórios do banheiro masculino.

Todas as peças eram cópias. Como a entrada era gratuita e havia muito movimento, preferi incentivar o “roubo” – na verdade, uma apropriação – das obras. Funcionou.
As duas moças aí embaixo levaram uma sambista e uma dançarina de salsa que tiraram debaixo das mesas ali pelas 2h. As duas meninas indiscretas que pendurei nos mictórios não estavam mais lá no final da noite. Sinal que alguém gostou.

Ladras das cópias flagradas no ato da interação: “a gente pegou pra botar em casa”
Fica aqui meu agradecimento a todos que contribuíram, em especial a verdadeiros anjos que suaram a camisa pra ajudar na organização geral: Monalisa Budel, Clóvis Truppel, Rafaela Kinas, Clara Mendes, Rodrigo Dal Molin, Anderson Engels, Léo Maier, Pochyua Andrade, Rafael Koehler, Denisse Lopes e Giovanni Ramos.
Amanhã escrevo mais sobre as emoções desse evento inédito.
Convite personalizado. Vamos lá?
Com a caricatura que fiz pra Teka, da banda Ozuê. O show deles é às 15h de domingo. Estarei no evento com uma caricatura e algumas ilustrações, estas expostas em lugares inusitados. Quer dizer, assim eu quero. Mas o grupo de visuais vai montar tudo no dia e, como outras atrações do evento, as coisas vão tomar seu rumo mesmo é na hora do “vamos ver”. Por enquanto é tudo prognóstico.
Programação do Nosso Inverno
E eis que surge a programação do evento mais artístico, simpático e bonito dos confins do Válido Itajaí neste século, o Nosso Inverno. Aparece. Eu já disse hoje que é de graça? Pois é. Te mexe!
SÁBADO a DOMINGO – 01 e 02 de Agosto
16h30 – Abertura – Praça
17h – Show com Pochyua e Cambaçu – Grande Auditório
– Abertas as exposições de Artes Visuais – Salão Centenário e corredores e de Literatura – Salão de Festas
– Exibição de vídeos – Salão de Festas
18h30 – Peça “Fãs”, do grupo Fãs – Pequeno Auditório
– Show com Travesseiro Polar – Salão Centenário
19h30 – Intervenções literárias: “Microcontos”, de Terezinha Manczak e Paulo; poema de Ricardo Brandes e Danielle da Gama; “Retrato da Nudez Eólica”, de Cláudia Iara Vetter – Salão de Festas
20h – Show com Casa de Orates; abertura com Charles Vendrami – Grande Auditório
– Apresentação do grupo Pró-Dança do Teatro Carlos Gomes – Salão de Festas
21h30 – Intervenção literária de Maria de Fátima e Jairo Martins – Salão Centenário
22h – Show com Alegria do Choro e apresentação da Cuerpo Libre Cia de Dança – Salão Centenário
– Peça “Zé do Mato e os Índios Botocudos”, do Grupo K – Sala B
23h30 – Show musical e visual “Transplanos”, do Opióptico – Praça
– Intervenção literária “Colchão Erótico para uma cidade sem tesão”, de Rosane Magaly Martins e Fátima Venutti – Salão de Festas
0h – Peça “Volúpia”, da Cia Carona – Pequeno Auditório
0h30 – Intervenção literária “Lama Seca”, de Fátima Venutti – corredores
1h – Show com Revolver – Salão Centenário
Peça “O monstro de Nutestein”, do grupo AmaDores – Praça
1h15min – Abertura do “Botequim Literário” – Salão de Festas
2h – Show com Delones Blues – Salão Centenário
– Peça “Amálgama”, do grupo P.A. – Sala B
3h30 – Show com Daian Schmitt e Os Comparsas do Rock – Salão Centenário
– Peça “Navalha na Carne”, do grupo “Víscera” – Pequeno Auditório
5h – Show com Salve Salve; abertura com Terra Brasilis – Grande Auditório
– Peça ParalELAS, do grupo SinoS – Sala B
6h – Peça “Sujos”, do Grupo K – Pequeno Auditório
– Show com Chuck Violence – Salão Centenário
– Intervenção literária “Colchão Erótico para uma cidade sem tesão”, de Rosane Magaly Martins e Fátima Venutti – corredores
7h – Oficina de palhaço e malabares – Salão de Festas
8h – Show com Malungo – Salão Centenário
8h30 – Peça “B-612”, do grupo Ganju – Sala B
9h – Apresentação de palhaço com James Beck – Praça
10h – Peça “Andar sem parar de transformar”, do grupo Elementos em Cena – Pequeno Auditório
– Show com Schleppen – Salão Centenário
11h30 – Intervenção literária “Encontro Marcado” e “A paz de nossos dias”, com Fabiana e Cassiane
– Peça “A leste do sol e a oeste da lua”, do grupo Elementos em Cena – Praça
12h – Show com Confraria do Samba – Salão Centenário
13h30 – Show com Torta Flamejante – Salão Centenário
– Intervenção literária “Lama Seca”, de Fátima Venutti – Praça
14h – Mesa-redonda “Literatura e internet”, com equipe do Duelo de Escritores – Salão de Festas
14h30 – Peça “Preciosas Ridículas”, do grupo AmaDores de Teatro – Praça
15h– Show com Ozuê; abertura com Max Bularque – Grande Auditório
– Peça “A Serpente”, do grupo de teatro da Furb – Pequeno Auditório
15h30min – Apresentação do grupo Pró-Dança do Teatro Carlos Gomes – Salão de Festas
16h – Mesa-redonda sobre teatro – Salão de Festas
16h30min – Show com Tribus da Lua – Salão Centenário
Abriu a expo “Seres de todo mundo”
Foto tirada na abertura da Mostra Pretexto, quarta-feira. Um bom pretexto pra comentar o trabalho que levei pra lá, a obra “Seres de todo mundo”. Um menino loiro e de olhos azuis, como em grande parte das caricaturas que faço por encomenda, brinca com uma menina de pele parda e olhos puxados. Ele pode vesti-la, pode se sentir no lugar dela, pode mexer nela e pode contemplá-la. A proposta é possibilitar um momento lúdico ao mesmo tempo em que se questiona o uso das “máscaras” (como metáfora) no convívio social e também a distinção de etnias na cultura local, já que os rostos expostos são pessoas de diversas partes do planeta.
Crianças e adultos se divertiram e tiraram fotos durante a abertura daexposição na sala em que foi colocada minha obra. Foi bem na entrada da casa, que tem arquitetura antiga e fica na Rua Getúlio Vargas, nos fundos do Sesc do centro de Blumenau. A mostra segue até 15 de agosto pra visitação em horário comercial.
Na seção “Seres de todo mundo” do blog você pode aparecer (ou se esconder) enviando fotos suas tiradas na exposição. Mande para arte@costadessouza.com.
Na Mostra Pretexto você também vai se surpreender com os trabalhos dos outros artistas participantes. E, porque uma amiga perguntou e achei curioso, os artistas não ficam lá, só as obras.
abraços!
















