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Caricatura de família com cachorro
Caricatura de casal de namorados
Caricatura para presente de Natal inspirada na boemia parisiense
Nesta caricatura a cliente pretendia homenagear o namorado com um presente de Natal envolvendo a paixão dele por Paris, vinhos e boemia. Ela não tinha uma ideia pronta sobre o cenário, por isso perguntei quais seriam os locais que ele mais gosta para podermos pensar juntos, e a resposta foi “as luzes da cidade”. Decidi por esta composição com o fundo em duas partes, sendo que à esquerda usei como referência Montmartre, local famoso pela vida boêmia, e à direita a cidade iluminada à noite com a referência da Torre Eiffel.
Na parte de Montmartre, também com luz noturna, desenhei mesas em frente ao café e numa delas uma garrafa de vinho com duas taças, como se a cena anunciasse um encontro entre os dois.
A cliente passou também uma frase em francês para ser incluída junto com o desenho. Para a tipografia (arte do texto), minha inspiração foram os cartazes da Belle Époque, principalmente de Toulouse Lautrec, pintor que frequentava Montmartre na virada dos 1800 para 1900 e ficou famosos por pintar cartazes das festas noturnas parisienses. A frase significa “Com amor para meu amor – para sempre”.
Esse desenho foi aprovado e a cliente imprimiu e emoldurou a caricatura para presentear o namorado.
Caricatura para casamento com noiva grávida
Caricatura de família com tema Flamengo
Caricatura para noivos com bebida e viagem
Hollywood
Encomenda para casal de amigos
Morena Frajola

Morena Frajola – Aquarela sobre papel – 30 x 42 cm – novembro de 2009
Este é um estudo de cores em que voltei à técnica do lápis aquarelável, que usava muito há uns dois anos. Aqui não usei pigmento preto nem cinza, pra poder entender melhor como cada cor representa a luz ou a sombra. Uma sensação próxima ao cinza é a das listras da blusa, mas que é composta por pigmentos marrom e azul. Já nos óculos a mistura é grande.
É muito bom variar entre o digital e as tintas ou lápis e perceber como um ajuda o outro. A composição de cores no Photoshop, mais prática, dá um domínio maior pra usar as mídias tradicionais.
Fica o ar de verão, pra marcar o dia quente de hoje, com essa imagem dominada pelo amarelo.
Quem quiser relembrar o clima de outono que criei numa aquarela de 2008 (nada de “ano passado”, 2008 tá velho demais já) aqui está.
Sambista em Laranja

Acrílico sobre tela – 50 x 70 cm
Esta versão da Sambista levou duas semanas pra ser feita. Me ative à incidência da luz sobre o corpo como maneira de captar o movimento. Também pude entender melhor a diferença na posição do pincel na pincelada e também no volume de água que ele carrega e como isso influencia no traço. Gosto de marcar a tela, acrescentando a captura do meu momento à captura do momento da mulher retratada. Isso eu quero fazer mais vezes, e melhor.
Quanto menos sentido, mais sentimos
Me peguei tentando entender o “sentido”, as palavras que representam uma obra de arte. Foi depois de comentar com uns amigos sobre o filme “Cidade dos Sonhos” (Mulholland Drive, de David Lynch). Eu tinha visto uma vez, agora vi de novo e tentei achar um porquê a cada cena. O próprio diretor recomenda que a gente fuja desse comportamento e apenas sinta. Exatamente o que peço sempre para os espectadores de arte visual abstrata e questiono muito nessa época de Bienal de Artes. Há quem rejeite a arte porque não faz pensar. É absurdo.

Eu quero acreditar que tentei pensar o filme só porque conversei com meus amigos. Assim fico mais aliviado, menos culpado. Seria como me matar só porque não descobri o sentido da vida, ou até menos sensato. Afinal, a arte é feita exatamente pra descansarmos do raciocínio. Num antigo blog, eu disse que um show do Tequila Baby foi meu melhor show de punk exatamente porque eles não gritavam ordens anarquistas. A filosofia deve servir a arte, e não o contrário. O artista não transmite um pensamento para o público, mas sim a disposição para pensar sempre sobre qualquer assunto, em outra oportunidade.
Arte é aquele passeio no parque depois de longas horas estudando pro vestibular ou tentando entender o fim do namoro, a morte do amigo. Se passarmos a vida toda a procurar seu sentido, ela acabou. Sem arte, a vida acabou. Se é pra ter um sentido definido, escrevamos uma monografia e não pintemos um quadro.
Imagem: experiência abstrata minha, detalhe









