Sei que os homens delas vão ser grandes, companheiros
E outros homens menores passarão a ser pra acompanhá-los
Mas ela tá como sempre
Sempre como ela
Ela vem na mesma rua
Nua e bela
E me aquarela
Sei que os homens vão ser novos e eu, primeiro, nunca o próximo
As velhas são as outras, não mais essas porque eu te amei quando criança
Nunca o próximo. O mesmo. Sempre como ela.
“Bom te ver, saudade”, apela. Eu não sou mais com saudade, sou só eu aqui com ela
Acompanhada
Nada, não foi a gente, era só brincadeira quando o rosto era também um bocejo.
Agora dorme. Fizeste muito. Tens companhia. “Saudade”.
Está no meu saite, canta na naite, professora, artista, toda ela sempre a insana da família
A filha errada, a foto nossa não vem na mão porque a gente não tinha
Responsabilidade
A gente tem idade pra ser mãe. Agora vai mulher e quero ver como venho.
Tenho corpo pra ser eu e tu tens outros, um preso e um solto, um riso velho e um rosto.
A gente não tirou a foto pra comparar. A gente não para. Mas debaixo do violão, do cálice, da casa, resta a areia de sempre, a mesma rua, a gente se encontra de velho, se posa de novo, eu te acho como sempre e te perco como nunca.

dezembro 12, 2008 às 7:16 pm
poética belissima.
uma cadência boa de se ler.
dezembro 16, 2008 às 11:53 pm
Lindo. Num confronto entre tudo ou nada.
Entre ter e conquistar. É a própria vida.
dezembro 18, 2008 às 11:54 am
Esbarrei com o site desse argentino na net ontem. Curti bastante. Acho q vc vai curtir as pinturas do cara: http://fabianperez.com/
Tem um lance meio europeu, sei lá.
dezembro 24, 2008 às 12:36 am
bah… quanto tempo nào passava por aqui… tudo certinho?
boas festas pra tu, queridón!
Dexpox passa na casa do chico que tá rolando uma retrospectiva!!!
abraços!
Salve 2009!