Ai, que fio danado! Pera!
Calor infernal. Ninguém liga se eu levantar o vestido. Estou só numa das ruas mais movimentadas de Santa Catarina, mas é verão.
Ai, será que dá pra costurar isso?
Essa brasa nas minhas coxas…mesmo fora da saia, elas passam calor.
Logo acima delas, talvez logo apareça se eu levantar mais o vestido, está minha bunda branquinha e lisa, riscada pela pequena calcinha.
Mas quem liga pra isso agora?
Que droga! Se eu puxar, vai desfiar tudo de uma vez. O pai falou que é melhor queimar a pontinha pra não piorar.
Isso ela dizia, assim sem som, enquanto os operários da minha fábrica de palavras pararam para observá-la.
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