“Eu não faço questão de prestigiar o cinema”, repeti. Raciocínio da mágoa da minha juventude e da conclusão da infância. Tempos em que minha mãe me prometia me levar ao teatro no final de semana, e, não havendo espetáculo em exibição na Casa da Cultura de Itajaí, queria me compensar com uma sessão de cinema.
“Eu não quero cinema, eu quero treatrinho”, eu dizia. Isso ela conta.
O tal cinema, além de depender de máquinas, nos priva de imaginação. Vem tudo mais mastigado, de maneira geral, em relação ao teatro. Junte-se a isso minha raiva por não haver tantos leitores ou apreciadores de artes visuais ao meu redor, e o incentivo do governo estadunidense para aproveitar o cinema como propagador dos ideais nacionalistas, e está pronto meu discurso pré-fabricado.
Eu gosto de cinema, sim. Mas pra ver como o homem moderno assiste à novela. Vê, se diverte e depois diz que “deu uma passadinha pela sala e viu sem querer”. Assim. Eu nem vi 15 filmes na minha vida, se bobear. Assisto só por falta de opção. Acredite!
Deixe um comentário