Achei o conceito pro que eu sinto: limerência. “Limerence”, da psiquiatra Dorothy Tennov. Não chega a ser amor, mas não é só paixão. Eu bem que achava essa palavrinha “amor” muito apelativa. Qualquer que seja a sensação, gostar de algo ou de alguém já nos traz à tona o mesmo verbete. Sem graça, pra mim, que gosto do diferente e que preciso expressar com clareza o que sinto.
A palavra tem 35 anos e serve pra tudo isso junto:
– Pensamento constante no objeto que desperta o sentimento
– Esquecer os defeitos do “objeto” em nome do sentimento
– Querer que seja recíproco
– Medo de rejeição
– Sentimento que se torna mais forte quando há rejeição do “objeto”
– Sensação de andar nas nuvens se for recíproco

Não é atração sexual, porque isso não basta pra deixar alguém tão obcecado, nem paixão, porque não acaba rápido – normalmente dura décadas. Amor, então, nem pensar, porque amor é querer bem do outro, como entre amigos ou parentes.
A médica diz que isso é doença, então eu capricho:
Eu limero, tu limeras, ele limera…vamos todos limerar de uma vez que é bom demais!
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